segunda-feira, 11 de julho de 2016

“Curuguaty, carnificina para um golpe” é lançado no Encontro Pedagógico Latino-americano em MG

Educadores defenderam "Absolvição, já" para os camponeses paraguaios presos políticos do governo de Horacio Cartes

ComunicaSul
Com a temática “Educação Pública, Democracia e Resistências”, mais de 500 educadores das redes estadual e municipais de Minas Gerais e lideranças docentes do Brasil, Honduras, Argentina, Paraguai, Venezuela e México, participaram nas últimas quinta e sexta-feira, em Belo Horizonte, do Encontro Pedagógico Latino-americano.
Na oportunidade foi lançado o livro “Curuguaty, carnificina para um golpe”, do redator-especial do jornal Hora do Povo e assessor da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Leonardo Wexell Severo, que debateu com os presentes sobre o massacre de 17 pessoas - ocorrido no dia 15 de junho de 2012 - e suas implicações na derrubada do presidente Fernando Lugo uma semana depois, no dia 22.
Evento debateu a solidariedade aos camponeses de Curuguaty

Observador internacional do caso Curuguaty no Tribunal de Sentenças de Assunção, Severo denunciou como uma farsa jurídico-midiática se transformou em golpe parlamentar e da importância da mobilização em solidariedade aos 11 camponeses sobreviventes, “companheiros que são vítimas e foram  transformados em carrascos por promotores e juízes a serviço de latifundiários e transnacionais”. “Como cerca de 60 pessoas, metade delas mulheres, anciãos e crianças, poderiam ter emboscado a 324 policiais fortemente armados? Como chamar de terroristas, como faz a promotoria, a trabalhadores sem-terra organizados para reivindicar um pedaço de chão para suar? Se a propriedade é pública, destinada para reforma agrária, como alegar que houve invasão? Estas são apenas algumas das perguntas que não querem calar e exigem a absolvição, já, dos camponeses presos”, ressaltou.
O autor parabenizou a iniciativa do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) de popularizarem o tema junto às suas bases.
De acordo com a presidenta do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira, o evento representou um marco na luta em defesa da justiça e da verdade, contribuindo para uma maior reflexão sobre os reais interesses por detrás dos golpes levados a cabo pela direita em nosso continente.
O presidente da CNTE e vice-presidente mundial da Internacional da Educação, Roberto Franklin de Leão, acredita que o encontro serviu para que cada um saísse ainda mais forte, unido e determinado em defender um projeto de desenvolvimento com justiça social, inclusivo e que abra os horizontes para as grandes maiorias.