quinta-feira, 2 de outubro de 2014

ComunicaSul reforça o elo latino-americano, defende Paulo Cannabrava

“A ComunicaSul reforça o elo entre os países latino-americanos. É uma rede de comunicação colaborativa que aproxima o povo brasileiro da informação sobre a nossa história comum, reafirmando o caminho de desenvolvimento e soberania a ser construído”, declarou o veterano jornalista Paulo Cannabrava Filho, um dos responsáveis pelos históricos “Cadernos do Terceiro Mundo” e atualmente editor do site Diálogos do Sul.

Por Leonardo Severo

Cannabrava sublinhou a importância da viagem da rede ComunicaSul – intregrada pela CUT, Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé, jornais Hora do Povo e Brasil de Fato, Diálogos do Sul, entre outros meios - para a cobertura das eleições presidenciais e parlamentares bolivianas, no próximo dia 12 de outubro. O jornalista defendeu “o fortalecimento da integração entre os povos do Continente” e condenou o comportamento subserviente da elite vende-pátria, reiteradamente respaldada pela mídia”. “É uma gente que sempre viveu de costas para a América Latina e com a cabeça nos Estados Unidos e na Europa”, asseverou.

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“Me lembro que desde o final da década de 60, início dos anos 70, tivemos a tentativa de governos progressistas da Argentina, Equador, Panamá, Peru e da própria Bolívia de criar este elo de comunicação. No Peru, os meios de comunicação chegaram a ser expropriados e entregues aos trabalhadores. Com isso, acirrou-se o debate e repercutiu de tal forma. que a Unesco, da ONU, criou a Comissão McBride para analisar a questão e propor alternativas. A questão central era o rompimento com o monopólio de quatro agências de países imperialistas, e da concentração da propriedade dos meios em mãos de oligarquias conservadoras. As agencias  controlavam o noticiário mundial para impor suas verdades  coloniais, sua dominação política, econômica, ideológica”, frisou.

Deste esforço, sublinhou Cannabrava, “surgiram iniciativas como a Prensa Latina, a Inter Press Service, o pool de agências dos países não-alinhados, a Ação de Sistemas Informativos Nacionais (Asin) – integrando agências estatais, entre outras que deram com os burros n’água assim que os governos progressistas foram derrubados por ditaduras pró-Washington”.