quinta-feira, 11 de abril de 2013

Venezuela: campanha se encerra hoje, dia em que golpe completa 11 anos


Neste 11 de abril, 11 anos depois do golpe que retirou Chávez do poder por 47 horas, milhões de venezuelanos voltarão às ruas para o encerramento da campanha eleitoral para a presidência da República. Mais uma vez divididos entre chavistas e antichavistas, mas pela primeira vez sem a presença física de Chávez.

Maduro estará em Caracas, acompanhado de Maradona. Capriles passará por três estados e também convoca carreata.

Vinicius Mansur, de Caracas - Venezuela


Em 11 de abril de 2002 milhares de venezuelanos saíram pelas ruas de Caracas divididos entre o apoio e a derrubada do então presidente Hugo Chávez. O encontro violento das partes, intensificado por sicários estrategicamente posicionados, resultou em mortos, feridos e 47 horas sem Chávez no comando do país. A reversão do golpe em 13 de abril levou os chavistas a cunharem a insígnia “Todo 11 tem seu 13”.

Neste 11 de abril, 11 anos depois, milhões de venezuelanos voltarão a ocupar as ruas para as atividades de encerramento da campanha eleitoral presidencial. Mais uma vez divididos entre chavistas e antichavistas, mas pela primeira vez sem a presença física de Chávez. O pleito ocorre no próximo domingo (14).

O ato de encerramento da campanha oficialista de Nicolás Maduro acontecerá na capital Caracas, onde os chavistas prometem encher sete das maiores avenidas da cidade: Urdaneta, Baralt, Fuerzas Armadas, Universidad, México, Lecuna e Bolívar, Entre as presenças ilustres confirmadas está o argentino Diego Armando Maradona.

Já o opositor Henrique Capriles estará presente em atos nos estados de Apure, Portuguesa e Lara e ainda convoca os seus apoiadores a somarem-se as 312 carreatas que sua campanha impulsionará nesta quinta-feira (11).