domingo, 14 de abril de 2013

Chavistas estimam que 42% já votaram, oposição denúncia irregularidades

Ambos lados convocaram coletiva de imprensa na manhã deste domingo eleitoral. Os chavistas elogiaram a intensa participação nas primeiras 6 horas de votação. A estimativa é que 8 milhões de venezuelanos já tenham votado. Já os opositores denunciaram irregularidades.

Vinicius Mansur, de Caracas, Venezuela.

Tanto a campanha oficialista como a campanha opositora na Venezuela convocaram coletiva de imprensa na manhã deste domingo eleitoral. Os chavistas elogiaram a intensa participação nas primeiras 6 horas de votação. A estimativa é que 8 milhões de venezuelanos já tenham votado. Já os opositores denunciaram irregularidades.
O chefe da campanha do chavista Nicolás Maduro, Jorge Rodríguez, afirmou que a estimativa parte do trabalho das Unidades de Batalha Hugo Chávez, presentes em cada um dos 13.683 centros de votação.  “A notícia é muito boa. Fazemos um chamado para que se mantenha esse ritmo”, disse, chamando os venezuelanos a superar os de 82% de participação, recorde registrado no último pleito presidencial, em outubro de 2012.
Pelos cálculos chavistas, cerca de 42% do eleitorado, que é de quase 19 milhões de pessoas, já haveria registrado seu voto. Rodríguez também criticou seus adversários. “Por favor, permitam que os venezuelanos votem em paz”, disse, em alusão as denúncias feitas pela oposição. Antes de se despedir, o chavista ainda afirmou que anunciaria uma surpresa em outra coletiva a ser convocada para a tarde. 
Cerca de uma hora antes, o chefe de campanha de Henrique Capriles, Carlos Ocariz divulgou um vídeo em que um homem de camisa vermelha acompanhava uma mulher até a cabine de votação. “Ela não era deficiente, não precisava de nenhuma ajuda”, ironizou.
Além de denunciar o que os venezuelanos chamam de “voto assistido”, Ocariz disse que registraram oficialistas fazendo campanha a menos de 200 metros dos centros de votação e também afirmou que o governador chavista do estado Bolívar utilizou simultaneamente 60 emissoras de rádio para fazer proselitismo político.