quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Estados Unidos e Inglaterra: fontes de desinformação na guerra midiática contra a Venezuela


Departamento de energia dos EUA e The Economist mentem para favorecer oposição a Chávez

Contrariando estudos da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) que projetam crescimento de 5% da economia venezuelana para 2012 e confrontando informações do próprio Ministério do Petróleo e Minério sobre a produção de combustível para o pleno abastecimento do mercado interno, a elite anti-venezuelana e sua mídia têm se servido de “fontes” cada vez mais contaminadas: o Departamento de Energia dos EUA e a revista britânica “The Economist”.

Por Leonardo Wexell Severo e Vanessa Silva, de Caracas-Venezuela

Assim, o jornal “El Nuevo País” desta quarta-feira estampou um título no alto da capa tão sugestivo quanto mentiroso: “The Economist: Venezuela na lona”, contendo “um amplo informe sobre a situação às portas das eleições”. Conforme a publicação, “três quintas partes do petróleo é administrado fora do orçamento regular por meio de um fundo que está sob o controle pessoal do presidente”.

E para não deixar dúvidas sobre a sua contrariedade com os inumeráveis avanços registrados pelo país, The Economist alerta que “o dinheiro vai para programas sociais com intenção eleitoral”. E cita o programa Gran Misión Vivienda, que entregará até o final do ano 350 mil moradias populares e no qual estão inscritas, segundo a revista, “mais de três milhões de pessoas humildes, a quem é dito que, se Chávez perder, essas casas não serão entregues”.

Em relação à produção de combustíveis pela estatal PDVSA (Petróleo da Venezuela SA), o governo estadunidense, por meio do seu Departamento de Energia, rebateu a informação do ministro da pasta, Rafael Ramírez, de que a Venezuela não importa gasolina de nenhum país. Segundo o Departamento, o governo Chávez estaria mentindo para encobrir pretensos “fracassos” em sua administração.

Esclarecendo a falsa polêmica, manipulada pelos que sustentam a necessidade da privatização da estatal, o ministro foi taxativo: “Mantemos o mercado interno com nossa própria produção. O que importamos são aditivos, porque aqui não são produzidos em quantidade suficiente”.

Deixando claros os reais objetivos e compromissos dos que se alinham em torno à candidatura oposicionista, o jornal “El Mundo” traz uma extensa matéria exortando à privatização e desnacionalização do setor petrolífero. O texto neoliberal vem como uma “contribuição” do “Centro de Divulgação do Conhecimento Econômico” sobre o que deverá ser feito nos próximos anos - caso o candidato oposicionista vença - com o produto responsável pela maior parte da riqueza nacional.

Em vez de colocar a renda petrolífera em benefício da população, como defende Chávez, que projeta uma duplicação dos atuais 2,9 milhões de barris diários para 6 milhões, a fim de turbinar o crescimento, a distribuição de renda, o investimento em infraestrutura e na industrialização, o tal “Centro” quer aumentar a capacidade de extração para “repassar 72%  a empresas privadas nacionais e internacionais”, reduzindo a PDVSA a apenas 28%. Mais óbvio, impossível.