quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Caracas se tingiu de vermelho para defender a revolução bolivariana


Por Renata Mielli, de Caracas

Foto: Ola Bolivariana
Uma chuva torrencial caiu em Caracas na tarde desta quinta-feira e deu mais energia e beleza para a festa que acontecia nas ruas da cidade, congestionada de pessoas – jovens, idosos, crianças, bebês – gente de todos os cantos da Venezuela que tingiram a cidade de vermelho para dizer que Chávez é o coração do povo.

Desde o início da manhã, os chavistas começaram a se dirigir para a Avenida Bolívar, aonde são realizadas historicamente as manifestações bolivarianas. Todos de vermelho, andando na mesma direção.

Nos rostos das pessoas estava estampada a alegria, o orgulho de viver em um país que se atreve a dizer para o mundo inteiro que está construindo o socialismo do século XXI.

A chuva caiu exatamente na hora que o presidente Hugo Chávez pisou no palco, cantando junto com o mar de pessoas que transbordava para todos os lados. “Gracias a la vida por me haver dado tanto”, foram as primeiras palavras de Chávez.
Foto: Márcio Schenatto
O presidente convocou a todos para irem cedo aos locais de votação. “Faremos uma avalanche de votos no domingo”. Chávez fez um discurso breve e objetivo. Ressaltou que graças à revolução as pessoas hoje se alimentam, “a família venezuelana não tem mais fome. Hoje Venezuela está viva e caminha”.

Chávez disse que nestas eleições o que está em jogo é a vida do povo e o futuro da pátria. “Vocês creem que um governo de Capriles continuará a Missão Bairro Adentro, claro que não! Vocês acreditam que um governo da burguesia continuará a Missão Vivenda? Pois nós dizemos que nos próximos seis anos não haverá nenhuma família sem casa na Venezuela. Quando chegamos ao poder o desemprego na Venezuela estava em 20%. Nós o baixamos para 7%. Em 2019 não teremos nenhum desempregado neste país. Vocês creem que um governo da burguesia vai apoiar as universidades públicas? Claro que não. Acaso Chávez se vendeu para a burguesia ou se deixou dobrar ao imperialismo? Não. Chávez não faltará com o povo venezuelano!”.

Ao final do discurso, Chávez saiu em meio ao povo e a festa continuou nas ruas de Caracas.